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Adaptação de ‘O Senhor das Moscas’ não atinge a profundidade do original de Golding

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

A nova adaptação de ‘O Senhor das Moscas’, escrita por Jack Thorne, destaca-se pelas atuações de alta qualidade, mas não consegue capturar a essência sombria do clássico de William Golding. A narrativa, que se desenrola em uma ilha onde as normas sociais são desconsideradas, levanta questões sobre a fragilidade da civilização e a tendência ao autoritarismo, temas que permanecem relevantes nos dias atuais.

William Golding publicou ‘O Senhor das Moscas’ em 1954, inspirado por sua leitura de ‘A Ilha do Coral’, de RM Ballantyne, refletindo sobre o comportamento humano em situações extremas e a natureza do poder. A obra se tornou um marco na literatura, explorando as consequências de uma sociedade sem regras. A nova adaptação, no entanto, fica aquém, ao não conseguir transmitir a profundidade e a gravidade do texto original.

A crítica aponta que a falta de um roteiro forte prejudica o potencial dessa versão, cuja premissa poderia ter sido explorada de maneira mais eficaz. Embora as atuações sejam elogiadas, a adaptação não oferece a mesma carga emocional e reflexiva do livro de Golding, deixando em aberto a discussão sobre a necessidade de revisitar clássicos literários sob uma nova perspectiva.

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