Ad imageAd image

Coletivos em Brasília utilizam o carnaval para promover autocuidado entre cuidadores

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

No último domingo (8), a professora carioca Carmen Araújo, de 59 anos, deixou o samba tomar conta de seus pés durante uma folia pré-carnavalesca em Brasília. Carmen, que cuida do pai com Alzheimer há 15 anos, destaca que é essencial dedicar tempo ao autocuidado. Ela é uma das integrantes do coletivo Filhas da Mãe, fundado em 2019, que visa apoiar pessoas, principalmente mulheres, que cuidam de familiares com doenças demenciais.

Durante a festividade, o coletivo se transforma em um bloco carnavalesco, promovendo um espaço de alegria e reflexão. Carmen lembra do amor pelo carnaval que herdou de seu pai, que, aos 89 anos, já não pode mais participar, mas sempre foi um entusiasta da festa. Para ela, a participação no coletivo é uma forma de colaborar com outras famílias que enfrentam desafios semelhantes.

A psicanalista Cosette Castro, uma das fundadoras do coletivo, compartilha que a ideia surgiu da experiência pessoal de cuidar de sua mãe, que tinha Alzheimer. O grupo atende cerca de 550 pessoas e promove eventos para informar sobre a saúde mental dos cuidadores e a importância do diagnóstico precoce das doenças demenciais, além de oferecer suporte emocional em um ambiente que valoriza o autocuidado e a alegria.

Compartilhe esta notícia