O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira uma proclamação que eleva as importações de carne bovina argentina com tarifas reduzidas. A medida foi anunciada anteriormente por uma autoridade da Casa Branca e provocou a indignação dos pecuaristas americanos, que temem o aumento da concorrência. Esta ação parece ser uma resposta à pressão crescente para tornar a carne mais acessível aos consumidores norte-americanos em um momento em que os preços estão em alta.
Os preços da carne bovina nos EUA atingiram níveis recordes no ano passado, beneficiando os pecuaristas que tradicionalmente apoiaram Trump. No entanto, a redução do rebanho, que se encontra no nível mais baixo em 75 anos devido a secas e altos custos de alimentação, levanta preocupações sobre a capacidade do setor de se manter competitivo. O aumento da cota tarifária permitirá que a Argentina envie 80.000 toneladas adicionais de carne bovina para os EUA, especificamente cortes magros que serão utilizados em produtos como hambúrgueres.
Embora a decisão possa beneficiar a indústria alimentícia ao melhorar margens de lucro, economistas apontam que o impacto significativo sobre os preços para os consumidores é incerto. O novo acordo comercial entre Washington e Buenos Aires, que também visa facilitar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado argentino, poderá trazer mudanças adicionais ao setor. Assim, a medida de Trump se insere em um contexto mais amplo de negociações comerciais e pressões políticas ligadas à acessibilidade alimentar nos Estados Unidos.


