A China anulou a pena de morte imposta ao canadense Robert Lloyd Schellenberg, conforme informado por um oficial canadense na última sexta-feira. Essa decisão ocorre em um contexto em que as relações entre os dois países, que enfrentaram um declínio acentuado desde 2018, começam a mostrar sinais de reaproximação. O primeiro-ministro canadense Mark Carney está em busca de fortalecer as relações comerciais com Pequim, o que pode ser um fator motivador para essa mudança judicial.
A defesa de Schellenberg, representada pelo advogado Zhang Dongshuo, confirmou que a decisão foi anunciada pela Suprema Corte da China. O canadense foi detido em 2014 sob acusações de tráfico de drogas, e sua sentença de morte gerou controvérsia e preocupação internacional. A revogação da pena pode ser vista como um passo positivo em direção à normalização das relações diplomáticas, que foram severamente afetadas por tensões políticas e comerciais nos últimos anos.
Os desdobramentos futuros dessa decisão podem influenciar não apenas as relações bilaterais entre Canadá e China, mas também o cenário internacional mais amplo. A ação da China pode ser interpretada como uma tentativa de melhorar sua imagem no exterior e facilitar negociações comerciais. Assim, a revogação da pena de morte de Schellenberg poderá abrir portas para um diálogo mais construtivo entre os dois países e impactar a dinâmica geopolítica na região.


