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Polícia Civil de Pernambuco admite monitoramento clandestino da gestão de João Campos

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil de Pernambuco revelou que uma suposta ‘missão de inteligência’ que monitorou a administração do prefeito do Recife, João Campos, não está documentada em seus registros oficiais. De acordo com a corporação, a ação não foi vinculada a nenhuma investigação formal e não seguiu os trâmites legais necessários. Essa declaração levanta questões sobre a legalidade e a ética do monitoramento realizado, que foi classificado como clandestino pelo advogado do prefeito.

O advogado Rafael Carneiro expressou preocupação com a falta de documentação e os procedimentos questionáveis envolvidos na ação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco já havia solicitado esclarecimentos sobre o caso e denunciado a situação como uma violação das prerrogativas profissionais. As alegações de espionagem ocorrem em um clima de disputas políticas acirradas, já que Campos e a governadora Raquel Lyra se preparam para um embate nas próximas eleições estaduais.

As implicações deste caso são significativas, não apenas para a administração municipal, mas também para a credibilidade das instituições envolvidas. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ordenou investigações sobre o monitoramento, destacando a necessidade de esclarecer as circunstâncias e possíveis abusos de autoridade. Com o cenário político se intensificando, a apuração do caso poderá influenciar a dinâmica eleitoral em Pernambuco, colocando em xeque a integridade das ações do governo.

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