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Justiça do Rio revoga prisão de argentina acusada de injúria racial

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva da advogada e influencer argentina Agostina Paez na noite de sexta-feira (6). Ela havia sido detida pela manhã, após ser acusada de injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, fato que ocorreu em 14 de janeiro. As ofensas, que foram registradas em vídeo, incluíram gestos racistas e palavras depreciativas, como a expressão em espanhol que significa ‘macaco’.

O caso se tornou uma questão delicada, uma vez que envolve a aplicação de leis sobre discriminação racial no Brasil. A vítima relatou ter sido alvo de xingamentos durante uma discussão sobre o pagamento da conta, e a situação foi confirmada por imagens de câmeras de segurança. Antes da revogação da prisão, a Justiça já havia imposto restrições à denunciada, como a proibição de deixar o país e a utilização de tornozeleira eletrônica.

As implicações desse caso vão além do incidente isolado, refletindo questões mais amplas sobre racismo e discriminação na sociedade brasileira. A revogação da prisão preventiva pode gerar debates sobre a efetividade das medidas legais adotadas em casos de injúria racial. Enquanto o processo segue em segredo de Justiça, aguarda-se o desdobramento das investigações e eventuais repercussões na opinião pública e nas políticas de combate à discriminação.

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