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Colômbia e Equador buscam fim da guerra tarifária com reforço na segurança fronteiriça

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

As chanceleres da Colômbia e do Equador se reuniram em Quito, na sexta-feira (6), para discutir o reforço da segurança na fronteira com o objetivo de acabar com a guerra tarifária que afeta ambos os países. Desde 1º de fevereiro, tarifas de 30% foram impostas mutuamente após acusações de má gestão no combate ao crime organizado ao longo da linha que separa as nações. O encontro, que incluiu delegações de ambos os governos, foi realizado de maneira privada na sede do Ministério das Relações Exteriores do Equador.

A disputa tarifária teve início quando o presidente equatoriano, Daniel Noboa, elevou impostos sobre importações colombianas devido a alegações de falta de cooperação em segurança. Em resposta, a Colômbia suspendeu a venda de eletricidade para o Equador, enquanto o país vizinho aumentou drasticamente as tarifas de transporte de petróleo. Durante as negociações, ambas as partes concordaram em priorizar a segurança na fronteira de 600 km, marcada pela presença de grupos armados e narcotraficantes.

A reunião pode ter implicações significativas para as relações comerciais entre Colômbia e Equador, que são fortemente afetadas pela crise de segurança na região. O presidente colombiano, Gustavo Petro, rejeitou as acusações de negligência, enquanto Noboa afirmou que a retirada das tarifas será avaliada em uma fase posterior. O fortalecimento da cooperação em segurança e defesa é visto como crucial para a estabilidade e o comércio entre esses países, especialmente diante da crescente taxa de homicídios no Equador.

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