Jovens têm utilizado a plataforma TikTok para compartilhar vídeos de seus momentos de euforia induzidos por drogas, frequentemente com a hashtag #Pingtok. Essas publicações atraem milhões de visualizações e geram debates sobre os riscos e consequências da normalização do uso de substâncias entre adolescentes. A influenciadora Sarah, que se tornou viciada aos 15 anos, destaca que muitos de seus seguidores são menores que buscam apoio em suas experiências.
A tendência Pingtok revela uma nova dinâmica na forma como o uso de drogas é apresentado nas redes sociais, substituindo a discrição por uma visibilidade alarmante. O TikTok, embora afirme agir rapidamente para remover conteúdo ilegal, enfrenta críticas sobre sua eficácia na moderação. As interações entre usuários para a compra e venda de drogas estão se tornando comuns, o que transforma a plataforma em um mercado informal acessível aos jovens.
Com o aumento das mortes relacionadas a drogas, especialmente entre os menores de 30 anos, cresce a pressão sobre governos para implementar restrições nas redes sociais. Países como Austrália, Reino Unido e França já discutem medidas para proteger melhor os jovens. Especialistas alertam que, embora a proibição possa ser uma solução, é fundamental garantir que os espaços de apoio e prevenção ao uso de drogas também sejam preservados nas plataformas digitais.


