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Ministério Público investiga construção de ‘cubo negro’ em Florença

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Em 6 de fevereiro de 2026, o Ministério Público de Florença intimou mais de 10 pessoas para depor sobre a construção de um polêmico ‘cubo negro’ localizado no centro histórico da cidade. A obra, que está sob investigação desde agosto do ano passado, gerou descontentamento na comunidade local, que vê o edifício como uma afronta à estética renascentista da área, tombada pela Unesco como patrimônio mundial.

O ‘cubo negro’ pertence às gestoras de ativos imobiliários Hines e Blue Noble e foi erguido onde antes ficava o Teatro Municipal de Florença, vendido pela Prefeitura em 2013. A controvérsia em torno do edifício se intensificou devido ao seu design que contrasta com o restante do centro histórico, além das implicações econômicas, já que faz parte de um complexo voltado para aluguéis turísticos, que têm elevado os preços das moradias na região.

As intimações foram recebidas com alívio por grupos como o comitê ‘Salviamo Firenze per Viverci’, que busca conter a especulação e o turismo excessivo na cidade. A Prefeitura, por sua vez, expressou confiança na investigação, esperando que os fatos sejam esclarecidos. O inquérito busca entender o processo burocrático que permitiu a construção e investiga possíveis violações de normas urbanísticas e outros abusos relacionados ao projeto.

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