Na sexta-feira (6), um atentado suicida em uma mesquita xiita localizada no bairro de Tarlai, em Islamabad, Paquistão, resultou na morte de ao menos 31 pessoas e deixou 169 feridos. O ataque, que ocorreu durante as orações, é considerado o mais mortal na capital desde o atentado ao hotel Marriott em 2008. O agressor detonou os explosivos na entrada da mesquita, conforme relataram fontes de segurança locais.
O ataque ocorreu em um contexto de crescente violência e insurgências no país, especialmente nas regiões próximas à fronteira com o Afeganistão. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou o atentado e afirmou que os autores serão identificados e punidos. Embora nenhum grupo tenha reivindicado a responsabilidade pelo ataque até o momento, especialistas sugerem a possível atuação de facções ligadas ao Estado Islâmico ou de militantes anti-xiitas.
As consequências desse atentado podem intensificar o ciclo de violência sectária no Paquistão, um país predominantemente sunita, onde os xiitas representam uma minoria significativa. A situação pode também impactar as relações já tensas entre o Paquistão e o Afeganistão, especialmente em um momento em que as forças de segurança paquistanesas estão em alerta máximo frente a uma onda de ataques. A comunidade internacional observa atentamente, enquanto o secretário-geral da ONU desaprovou os ataques contra civis e locais de culto.

