Bloco carnavalesco critica fura-teto em protesto no Rio de Janeiro

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

No dia 06 de fevereiro de 2026, o carnaval de rua do Rio de Janeiro acolhe o desfile do Bloco Corta-Penduricalho, em uma celebração que combina folia e crítica social. A iniciativa surgiu em resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que aboliu benefícios extras no funcionalismo público, limitando os salários a um teto de R$46,3 mil. O cortejo tem início em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, às 16h, e se dirige à Zona Sul da cidade.

A determinação judicial exige que os Três Poderes revisem e suspendam verbas que promovem a superação do teto salarial, e o prazo para a implementação das mudanças é de 60 dias. O Bloco Corta-Penduricalho, organizado por um coletivo de servidores públicos e pesquisadores, utiliza estandartes e fantasias para promover um debate sobre a necessidade de maior transparência nas instituições de Justiça. Entre suas mensagens estão críticas diretas aos supersalários e à falta de ética no serviço público.

As manifestações políticas durante o carnaval são uma tradição, mas o Corta-Penduricalho destaca uma nova perspectiva sobre os desafios da administração pública. O evento ocorre em meio a outras controvérsias, como a acusação de propaganda eleitoral antecipada contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Lula. A mobilização do bloco reflete um desejo crescente por responsabilidade e ética no setor público, ressoando entre os foliões e a sociedade civil.

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