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ONU reporta deslocamento de 700 palestinos na Cisjordânia em janeiro

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Cerca de 700 palestinos foram deslocados na Cisjordânia durante o mês de janeiro, conforme indicado em um relatório da ONU divulgado em 5 de fevereiro de 2026. Este número representa o maior deslocamento desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023, e inclui a evacuação integral da aldeia de Ras Ein al Auja, onde 130 famílias foram forçadas a deixar suas casas após meses de assédio por colonos israelenses.

A violência sistemática e o assédio por parte de colonos na Cisjordânia, território ocupado desde 1967, são citados como causas principais para o deslocamento forçado, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Relatórios de organizações não governamentais, como a Peace Now, destacam que a violência tem sido apoiada pelas autoridades israelenses, criando uma atmosfera de impunidade para os colonos. A situação é alarmante e destaca uma crescente crise humanitária na região.

As repercussões desse deslocamento forçado são significativas, com a ONU alertando que a expansão dos assentamentos judaicos, junto à violência contínua, representa um obstáculo crucial para a resolução do conflito israelense-palestino. Especialistas e defensores dos direitos humanos temem que a situação atual possa ser um indício de limpeza étnica, um tema que tem recebido pouca atenção internacional. O apelo por ações efetivas contra a violência e a proteção da população palestina se torna cada vez mais urgente.

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