Entre os dias 2 e 4 de fevereiro, representantes da ultradireita global se reuniram em Bruxelas para discutir a regulamentação das redes sociais, com foco na Lei de Serviços Digitais da União Europeia. O evento, conhecido como Cúpula Transatlântica, contou com a presença de políticos e ativistas, incluindo o deputado brasileiro Nikolas Ferreira e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Os participantes criticaram a lei, acusando-a de ser um instrumento de censura que limita a liberdade de expressão sob o pretexto de combater o discurso de ódio.
A cúpula foi organizada pelo grupo de ultradireita do Parlamento Europeu, que inclui partidos como Chega, Vox e Fidesz. Durante o encontro, Kast enfatizou a necessidade de defender valores familiares e criticou movimentos como feminismo e ambientalismo. Além disso, os presentes expressaram preocupações sobre a possibilidade de regulamentações similares serem implementadas fora da Europa, citando o contexto brasileiro onde a responsabilização de plataformas digitais está em discussão, incluindo o impacto de decisões do Supremo Tribunal Federal.
Os debates em Bruxelas levantaram questões sobre a liberdade de expressão em várias esferas, especialmente com relação à influência de legislações sobre discurso de ódio e desinformação. A crítica à regulação das redes por parte dos ultradireitistas sugere um movimento mais amplo contra a moderação de conteúdo e levanta preocupações sobre o futuro da comunicação digital. Com manifestações contrárias ocorrendo do lado de fora, o evento destaca a polarização crescente em torno de temas de liberdade de expressão e regulação na era digital.


