Na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, a polícia da Noruega anunciou a abertura de uma investigação contra Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro do país, sob suspeitas de corrupção qualificada. A investigação se concentra nos laços que Jagland teve com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que têm gerado crescente preocupação na esfera pública. A Autoridade Nacional para a Investigação e o Processo de Crimes Econômicos e Ambientais, conhecida como Økokrim, é a responsável pela apuração dos fatos.
Jagland, que exerceu o cargo de chefe de governo entre 1996 e 1997, também foi secretário-geral do Conselho da Europa de 2009 a 2019 e presidente do Comitê Norueguês do Nobel da Paz. Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgados recentemente, mostram que Jagland teria solicitado apoio financeiro a Epstein para a compra de um apartamento em Oslo. Além disso, ele se hospedou em propriedades ligadas a Epstein em Nova York e Paris em anos recentes, levantando ainda mais questões sobre suas intenções e ações.
O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, anunciou que pedirá ao Conselho da Europa a suspensão da imunidade de Jagland, a fim de facilitar a investigação. A possibilidade de que Jagland tenha recebido benefícios indevidos ou realizado transações questionáveis em relação a Epstein pode ter implicações significativas para sua reputação e para o cenário político norueguês. A investigação, portanto, não só examina a conduta de um ex-líder, mas também pode influenciar as relações internacionais da Noruega.


