O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, expressou sua desaprovação em relação a um projeto de lei que propõe um reajuste salarial significativo para os servidores do Congresso Nacional, conhecido como ‘fura-teto’. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na última quinta-feira, 5, Zema, pré-candidato à Presidência, destacou a contradição entre a proposta e a realidade econômica do país, questionando a ética da medida.
O projeto em questão cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que pode aumentar em até 100% os salários dos servidores efetivos, resultando em remunerações que podem ultrapassar R$ 77 mil. Zema, ao criticar a proposta, enfatizou que o Congresso estaria ‘decidindo trabalhar menos e ganhar o dobro’, uma declaração que reflete sua posição em relação à administração pública atual. Apesar de suas críticas, o governador sancionou um aumento de 300% em seu próprio salário e dos secretários estaduais em 2023, gerando controvérsias sobre sua postura.
As implicações políticas desse episódio são significativas, uma vez que Zema, ao se posicionar contra o aumento dos servidores do Congresso, pode estar buscando consolidar sua imagem como um líder fiscalmente responsável. No entanto, a discrepância entre suas ações e palavras pode suscitar questionamentos sobre a coerência de suas políticas. À medida que se aproxima o período eleitoral, a posição de Zema em relação a essas questões pode influenciar sua candidatura e a percepção pública sobre sua liderança em Minas Gerais.


