O bitcoin caiu para US$ 62 mil nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, marcando seu menor nível desde outubro de 2024. A criptomoeda, que já havia iniciado a semana abaixo da faixa de US$ 70.000, sofreu uma desvalorização significativa de 22,2% apenas nos últimos sete dias, refletindo a crescente cautela dos investidores em um cenário de baixa liquidez e quedas nas bolsas de Nova York.
Além da queda do bitcoin, outros ativos de risco, como ações, também enfrentaram dificuldades, contribuindo para uma atmosfera de incerteza no mercado. O fortalecimento do dólar americano e a perda de força nos metais preciosos, frequentemente considerados refúgios seguros, acentuam a volatilidade do cenário financeiro. Analistas da corretora Stifel indicam que o bitcoin pode experimentar uma queda ainda mais acentuada, com projeções apontando para um possível preço de US$ 38.000, uma redução significativa em relação ao seu recorde histórico.
O mercado global de criptomoedas já perdeu cerca de US$ 2 trilhões em valor desde seu pico em outubro, e os traders estão atentos a diversos fatores que podem impactar ainda mais as criptos. Entre as preocupações estão a regulação do setor, os dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e as declarações do secretário do Tesouro sobre a tributação de ganhos com criptomoedas. A incerteza em torno da proposta de lei sobre moedas digitais nos EUA, que está atualmente parada no Senado, também contribui para o nervosismo do mercado.


