Recentes cortes de internet em países como o Irã têm chamado a atenção para uma estratégia crescente de governos autoritários que buscam silenciar a dissidência. Antonio Cesarano, chefe de produtos da Proton, destacou que, diante de distúrbios, muitos países optam por bloquear o acesso à rede, uma medida extrema que impacta diretamente a sociedade. Este fenômeno tem sido identificado pelo Observatório VPN, criado pela Proton para monitorar o uso de suas ferramentas em contextos de repressão.
A Proton relata um aumento impressionante no uso de suas VPNs em momentos críticos, como um crescimento de 1.000% no Irã antes do corte de internet em janeiro. Esse padrão também foi observado na Venezuela e em Uganda, onde o uso de VPNs disparou em resposta a eventos políticos tensos. Cesarano enfatiza que a censura na internet está se tornando uma prática comum, com cortes totais sendo utilizados para encobrir violências e repressões durante manifestações.
O impacto dessa estratégia é profundo, não apenas na liberdade de expressão, mas também na economia dos países afetados, que ficam praticamente paralisados. Cesarano alerta que a normalização dessas medidas pode levar a um cenário ainda mais preocupante, onde a tecnologia de censura é vendida como serviço por alguns estados. A situação ressalta a importância de monitorar e defender os direitos digitais em todo o mundo.


