O último tratado de não proliferação de armas nucleares, conhecido como Novo START, entre Rússia e Estados Unidos expirou à 0h00 GMT de 5 de fevereiro de 2026. O acordo, que limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares, não foi renovado após o presidente dos EUA não aceitar a proposta de extensão feita pela Rússia. Essa decisão resulta em uma nova fase de incertezas no controle de armamentos nucleares, que se intensificou desde a Guerra Fria.
Com o fim do Novo START, tanto Moscou quanto Washington estão liberados de restrições sobre seus arsenais nucleares, o que levanta alarmes no cenário internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a situação como grave e pediu que as partes voltem à mesa de negociações. Organizações e líderes globais, incluindo o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, expressaram suas preocupações, ressaltando que a China, por sua vez, não participará de negociações de desarmamento por enquanto.
As implicações da expiração do tratado são profundas, com a possibilidade de uma nova corrida armamentista se tornando uma preocupação crescente. Grupos de sobreviventes de bombardeios atômicos manifestaram seu temor sobre o futuro, destacando a necessidade de diálogo e negociação para evitar um cenário catastrófico. A situação requer atenção urgente das potências nucleares para encontrar um novo entendimento que garanta a segurança internacional e a estabilidade estratégica.


