O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, enviou ao Superior Tribunal Militar (STM) representações solicitando a perda de patente de quatro generais e do ex-presidente Jair Bolsonaro, todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso de tentativa de golpe. As alegações apontam que esses indivíduos se tornaram indignos do oficialato, violando princípios éticos e legais fundamentais do Estatuto dos Militares.
Entre os generais citados, estão Walter Braga Netto e Augusto Heleno, cujas ações são descritas como cruciais para a execução do plano golpista. O Ministério Público Militar argumenta que, além das condenações, os oficiais infringiram normas que exigem probidade, respeito à dignidade humana e cumprimento das leis. O STM, ao avaliar a situação, não reexaminará as condenações do STF, mas decidirá se as condutas justificam a perda das patentes.
O desfecho deste caso poderá ter consequências significativas para as carreiras dos militares envolvidos, incluindo possíveis sanções que afetem mesmo aqueles que estão na reserva. Historicamente, o STM tem acolhido a maioria dos pedidos do MP Militar em casos semelhantes, mas essa situação é inédita, pois envolve generais acusados de crimes contra a democracia. A decisão pode estabelecer um precedente importante para a disciplina e a ética nas Forças Armadas brasileiras.


