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Julgamento da BHP por desastre de Mariana é adiado para abril de 2027

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O julgamento da mineradora BHP, que é alvo de um processo em Londres devido ao desastre de Mariana (MG), foi adiado para abril de 2027. A decisão, anunciada pela corte, alterou o início das audiências que estavam programadas para outubro de 2026, refletindo a complexidade do caso e as solicitações das partes envolvidas.

O desastre de Mariana, que ocorreu em 2015, resultou no rompimento de uma barragem operada pela Samarco, joint venture entre a BHP e a Vale, e causou a morte de 19 pessoas. Além disso, o rio Doce foi severamente contaminado, e as audiências em Londres visam comprovar e quantificar os prejuízos gerados. A BHP argumentou que o novo cronograma era impraticável, enquanto os advogados dos atingidos confirmaram a exclusão de beneficiados por indenização no Brasil do processo no Reino Unido.

As implicações dessa decisão são significativas, pois a BHP estima que cerca de 240 mil autores no processo inglês possam ser excluídos, reduzindo o número total de afetados. A mineradora também anunciou que apresentará recurso contra a sentença de responsabilidade, o que poderá prolongar ainda mais o litígio. A continuidade do trabalho de indenização no Brasil, que já beneficiou mais de 610 mil pessoas, ressalta a importância das ações compensatórias em andamento.

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