O governo da Alemanha decidiu, em 4 de fevereiro de 2026, não apoiar um boicote à Copa do Mundo que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México. O porta-voz Steffen Meyer afirmou que o boicote não é o caminho apropriado para expressar descontentamento com as políticas do governo americano, ressaltando que conflitos políticos devem ser tratados no campo político. A ministra dos Esportes, Christiane Schenderlein, também confirmou essa posição, indicando que o esporte não deve ser utilizado para fins políticos.
A questão do boicote à Copa do Mundo surgiu em meio a tensões políticas, especialmente relacionadas à Groenlândia e às políticas de imigração dos EUA. Em janeiro, Schenderlein não descartou completamente a possibilidade de um boicote, mas enfatizou que a decisão sobre a participação da seleção alemã cabe às federações esportivas, e não ao governo. Os pedidos para o boicote foram impulsionados por preocupações sobre as medidas da polícia de imigração em Minneapolis e a retórica do governo de Donald Trump.
Além disso, o ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, e eurodeputados de esquerda expressaram apoio a ações contra os EUA, sugerindo sanções à UEFA. Contudo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, se opôs a boicotes, afirmando que essa prática apenas alimenta o ódio. A posição da Alemanha reflete um desejo de separar esporte de política, mantendo o torneio como uma celebração do futebol.

