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Governo brasileiro teme impacto de salvaguardas no acordo Mercosul-UE

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Interlocutores do governo brasileiro manifestam apreensão em relação ao pedido do setor produtivo para estabelecer um marco legal sobre salvaguardas bilaterais, no contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia. A proposta de regulamentação pode ser interpretada como um incentivo para que críticos do acordo, particularmente de países europeus, ganhem força em suas argumentações contra o tratado.

Dentro desse cenário, representantes do agronegócio brasileiro buscam desenvolver estratégias que minimizem os impactos das salvaguardas agrícolas da União Europeia. A Frente Parlamentar da Agropecuária pediu ao vice-presidente a criação de contramedidas para garantir o acesso do agronegócio nacional ao mercado europeu, destacando a urgência de um marco legal para garantir a ratificação do acordo pelo Congresso Nacional.

O governo ressalta que já possui mecanismos de defesa comercial que podem responder às medidas europeias sem a necessidade de novas regulamentações. A estratégia atual é acelerar a ratificação do acordo, visando a aplicação provisória do tratado pela Comissão Europeia, enquanto se mantém atento às discussões no âmbito da União Europeia para evitar questionamentos futuros sobre os termos já acordados.

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