O tratado New START, que restringia os arsenais nucleares de Rússia e Estados Unidos desde a Guerra Fria, expira sem um novo acordo em vista. A situação se agrava com declarações do ex-presidente americano, que sugere um novo pacto que inclua a China, enquanto o Vaticano e especialistas pedem por um entendimento entre as potências. O temor é que a ausência de limites possa intensificar uma corrida armamentista global.
A Rússia possui atualmente 5.459 ogivas nucleares e os Estados Unidos, 5.177, enquanto a China, em terceiro lugar, tem 600. O crescimento acelerado do arsenal chinês, que inclui 100 novas ogivas em 2023, é apontado como uma das razões para o abandono do New START. A falta de inspeções e a suspensão de intercâmbio de informações entre os países desde a pandemia de COVID-19 complicam ainda mais a situação.
O fim do New START pode não apenas aumentar os arsenais nucleares, mas também ameaçar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, que busca desarmamento global. Na Europa, o desfecho do tratado reacende discussões sobre defesa nuclear entre nações como França, Reino Unido e Alemanha. A perspectiva de uma corrida armamentista renovada levanta preocupações sobre a segurança global e a possibilidade de um conflito nuclear.


