O documentário ‘Michael Jackson: The Trial’ analisa os acontecimentos em torno do julgamento do cantor em 2005, onde ele foi absolvido de acusações de abuso sexual de um jovem. A produção destaca gravações inéditas de Jackson, que revelam aspectos perturbadores de sua personalidade. A obra, que se aprofunda nas narrativas de ambos os lados, convida o público a refletir sobre a complexidade do legado do artista.
O filme é uma continuação do debate sobre a dualidade de Jackson, discutida em produções anteriores como ‘Leaving Neverland’. A escritora Margo Jefferson, em um ensaio de 2019, ressaltou como o cantor poderia ser encantador em alguns momentos, mas também calculista e atormentado. O documentário não se limita a apresentar novas informações, mas também compila relatos que foram compartilhados ao longo dos anos, oferecendo um panorama mais amplo sobre sua vida.
Com as fitas de 2000 e 2001, o documentário não fornece provas definitivas de culpa, mas levanta questões significativas sobre o comportamento do artista. Em uma das gravações, Jackson expressa um desespero alarmante ao afirmar que não poderia viver sem ver crianças. Essa revelação, junto a outras, intensifica o debate sobre sua figura e provoca reflexões sobre a cultura pop e os limites da idolatria.


