Um supermercado Tesco localizado em Helston, Cornwall, despertou perplexidade entre os compradores ao instalar placas bilíngues em galês, em vez de em cornish, a língua local. As etiquetas, que indicavam ‘pysgod’ para peixe e ‘tatws melys’ para batata-doce, foram vistas como um equívoco significativo, dado que a loja está a cerca de 320 quilômetros de distância do País de Gales. A situação ocorreu em 2 de fevereiro de 2026 e rapidamente chamou a atenção da comunidade local.
Ativistas que defendem o uso da língua cornish expressaram sua apreciação pela tentativa de incluir uma língua regional, mas ressaltaram que o erro evidencia a necessidade de um maior acesso e promoção do cornish na área. A presença de sinais em galês, uma língua falada em outra parte do Reino Unido, não atende à demanda por reconhecimento e valorização da cultura e língua locais. Essa situação levanta questões sobre a eficácia das iniciativas de preservação linguística e cultural em uma região com uma identidade única.
As implicações desse incidente vão além da confusão momentânea; ele destaca a importância de uma abordagem mais cuidadosa em relação à diversidade linguística em Cornwall. Com a crescente atenção para a revitalização de línguas ameaçadas, é crucial que iniciativas como a da Tesco sejam bem informadas e respeitem as especificidades culturais locais. O episódio serve como um lembrete para empresas e instituições sobre a necessidade de um diálogo mais próximo com as comunidades que buscam representar.


