O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa as vítimas do desastre de Mariana, confirmou que 380 mil autores, cerca de 61,3% dos 620 mil afetados, permanecem no litígio contra a BHP em uma corte de Londres. Contudo, aqueles que já firmaram acordos de quitação plena no Brasil e receberam indenizações não poderão continuar suas ações no processo, devido a restrições legais vigentes.
A descontinuidade das ações é considerada uma etapa crucial à medida que o caso avança para a Fase 2, onde o tribunal irá avaliar e estabelecer os valores das indenizações. O escritório ressaltou a importância de clarificar quais autores seguirão na ação, uma vez que serão descontinuadas as reivindicações de pessoas que já foram indenizadas por meio de programas específicos, como o Programa de Indenização Definitiva e o programa voltado a agricultores e pescadores.
Esse desdobramento pode impactar significativamente o andamento do processo, pois a avaliação dos valores indenizatórios dependerá de um número definido de autores ativos. Além disso, a situação destaca a complexidade dos acordos de indenização e a necessidade de um acompanhamento contínuo por parte das partes envolvidas, à medida que buscam garantir seus direitos em um contexto legal internacional.


