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Venezuela celebra 34 anos do golpe que elevou Chávez ao poder

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Líderes chavistas realizaram, nesta quarta-feira (4), uma cerimônia no mausoléu de Hugo Chávez, em comemoração ao 34° aniversário do golpe de Estado frustrado que o tornou um ícone político em 1992. O evento, marcado pelo ‘Dia da Dignidade’ no calendário chavista, também coincide com um mês desde a incursão militar americana que resultou na queda de Nicolás Maduro. Vestidos em uniformes militares, ex-participantes do golpe se reuniram no ‘Quartel da Montanha 4F’, local onde Chávez se entregou após a tentativa de tomada do poder.

Durante a cerimônia, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, fez discursos enfáticos, afirmando que a Venezuela permanece firme e que o chavismo é o verdadeiro guardião da paz no país. Ele enfatizou a ideia de que o povo venezuelano não se curvará perante a intervenção externa e expressou a necessidade de transformar derrotas em vitórias, uma mensagem central à ideologia chavista. Embora o evento tenha atraído muitos apoiadores, a presidente interina Delcy Rodríguez não compareceu, enfrentando uma pressão crescente dos Estados Unidos.

A celebração do 4F não apenas relembra um momento crucial na história venezuelana, mas também destaca o clima tenso atual em relação a Maduro e suas políticas. O chavismo busca reafirmar sua relevância política em meio a desafios internos e externos, enquanto tenta restabelecer relações diplomáticas e implementar uma anistia geral. O ato em Caracas foi um reflexo da luta contínua do governo contra a pressão internacional, reafirmando a identidade bolivariana em tempos de crise.

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