O Brasil deve enfrentar um aumento significativo no número de casos de câncer, com estimativas de 781 mil novos diagnósticos anuais entre 2026 e 2028, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) no Dia Mundial do Câncer, nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro. Essa projeção destaca a crescente preocupação com a doença, que se aproxima das doenças cardiovasculares como a principal causa de mortalidade no país.
Os dados revelam não apenas a incidência elevada do câncer, mas também as desigualdades regionais na sua prevalência. O câncer de colo do útero, por exemplo, é mais comum nas regiões norte e nordeste, enquanto tipos associados ao tabagismo são mais frequentes no sul e sudeste. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, enfatizou que a urbanização e fatores de risco como a falta de saneamento básico contribuem para essas disparidades.
Em resposta à situação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da prevenção, especialmente no combate a hábitos prejudiciais como o tabagismo. Ele também anunciou a adesão da Amil ao programa Agora Tem Especialistas, que permitirá a realização de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essas iniciativas são essenciais para melhorar o acesso ao tratamento e enfrentar o crescente desafio representado pelo câncer no Brasil.


