O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros, declarou que o grupo de trabalho criado para investigar o caso Master não tem a intenção de substituir uma eventual comissão parlamentar de inquérito. Durante a instalação do grupo, realizada em 4 de fevereiro de 2026, ele enfatizou que suas atividades serão complementares a qualquer CPI que venha a ser instaurada.
Calheiros afirmou que, inicialmente, o foco do grupo será solicitar informações a órgãos públicos, incluindo dados sigilosos, com a possibilidade de quebra de sigilos mediante aprovação do plenário do Senado. Além disso, ele mencionou que convites para depoimentos serão feitos a pessoas envolvidas no caso, embora ainda não haja definição sobre quem será convocado, incluindo a possibilidade de convidar o governador do Distrito Federal, que é do mesmo partido do senador.
O senador também levantou questionamentos sobre as visitas do proprietário do Master ao Palácio do Planalto, sugerindo que a presença de autoridades do governo durante essas reuniões merece esclarecimento. Calheiros destacou que, caso o presidente da República decida colaborar, isso poderá ajudar a elucidar a situação, uma vez que várias figuras importantes estavam presentes nas ocasiões reportadas pela imprensa.


