O jogo Perfect Tides: Station to Station, ambientado em Nova York em 2003, captura a essência da vivência universitária dos millennials antes da era digital. A protagonista, Mara, é uma estudante e jovem escritora que trabalha na biblioteca da faculdade, e sua jornada reflete a transição de uma geração que cresceu sem a internet, mas que começou a se conectar online. Essa narrativa se insere em um contexto mais amplo de jogos que abordam a nostalgia millennial, explorando experiências pessoais e sociais dessa época.
Nos últimos anos, uma microtendência surgiu com jogos que retratam a estética e as vivências dos millennials, como Despelote, que se passa no Equador em 2002, e Consume Me, que aborda questões de saúde mental entre adolescentes. Perfect Tides se destaca por seu tratamento semi-autobiográfico, permitindo que os jogadores revivam momentos que, embora embaraçosos, são carregados de significado. Essa obra se alinha a um movimento que busca não apenas entreter, mas também provocar reflexões sobre a identidade e as experiências da geração que viveu a transição para a era digital.
As implicações dessa tendência vão além do entretenimento, pois os jogos se tornam um veículo para a nostalgia e a autoexploração. A conexão com o passado é feita de maneira acessível e envolvente, permitindo que os jogadores reavaliem suas próprias histórias à luz de um mundo em rápida mudança. Perfect Tides e outros jogos semelhantes podem influenciar a forma como novas gerações percebem a cultura dos anos 2000, promovendo uma reinterpretação dos valores e experiências dessa época.

