O presidente da Argentina, Javier Milei, se encontra em uma posição delicada ao tentar equilibrar suas promessas de campanha contra a China e a necessidade de fortalecer os laços comerciais com o país asiático. Recentemente, ele anunciou planos de visitar Pequim, em meio à pressão do presidente americano, Donald Trump, que critica a aproximação de aliados dos EUA com a China. Essa tensão revela um dilema que pode impactar as relações internacionais da Argentina e suas decisões econômicas.
Durante sua campanha, Milei havia prometido não fazer negócios com a China, mas, após assumir a presidência, adotou uma postura mais pragmática, renovando acordos comerciais cruciais. A China é atualmente o segundo maior parceiro comercial da Argentina, e o comércio bilateral tem crescido exponencialmente. Ao mesmo tempo, Milei tenta manter um alinhamento próximo com os Estados Unidos, especialmente sob a administração Trump, que busca reafirmar a hegemonia americana na região.
As implicações dessa dualidade podem ser significativas para a política externa argentina. A capacidade de Milei de separar sua relação econômica com a China de seu alinhamento geopolítico com os EUA enfrenta desafios, especialmente se Trump impuser condições ao comércio. A situação se torna ainda mais complexa à medida que a Argentina precisa navegar entre suas necessidades econômicas e as pressões políticas internacionais.

