Uma subsidiária do grupo CK Hutchison, de Hong Kong, anunciou nesta terça-feira (4) que iniciou uma arbitragem internacional contra o Panamá. A ação ocorre em resposta à anulação de sua concessão para operar dois portos no canal interoceânico, decisão que a empresa considera que resultou em graves danos. A Suprema Corte panamenha invalidou o contrato, alegando que ele era inconstitucional e prejudicava o Estado.
A anulação da concessão foi aplaudida por Washington, enquanto Pequim criticou a decisão, afirmando que tomará medidas para proteger os direitos de suas empresas. A Corte também apontou que a concessão favorecia desproporcionalmente a CK Hutchison e foi renovada sem a devida negociação. Após a decisão, a dinamarquesa Maersk assumirá temporariamente a administração dos terminais portuários até que uma nova concessão seja estabelecida.
As implicações dessa arbitragem podem afetar as relações entre Panamá, China e Estados Unidos, especialmente considerando o histórico de controle da rota estratégica. A disputa se intensifica em um contexto onde a influência global de Pequim é frequentemente contestada por Washington. A situação também pode influenciar o futuro dos investimentos estrangeiros no Panamá e a dinâmica comercial na região.

