Grupo Fictor pede recuperação judicial e sinaliza crise no setor econômico

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Nesta semana, o Grupo Fictor fez headlines ao solicitar recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, uma ação motivada por uma grave crise financeira após a tentativa de aquisição do Banco Master em novembro de 2025. O conglomerado enfrenta dívidas que somam R$ 4 bilhões, refletindo um cenário preocupante que pode ser repetido por outras empresas ao longo de 2026.

De acordo com o Monitor RGF da Recuperação Judicial, o Brasil registrou um aumento alarmante no número de empresas em recuperação judicial, saltando de 4.568 em 2024 para 5.285 até o terceiro trimestre de 2025. Especialistas alertam que a combinação de juros altos, restrições de crédito e inflação tem pressionado as finanças de muitas empresas, principalmente as de pequeno porte, que representam a maior parte dos pedidos de recuperação.

O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor destaca a fragilidade do ambiente econômico e a necessidade de reavaliação das estratégias financeiras das empresas brasileiras. Com o aumento da inadimplência e a dificuldade de acesso ao crédito, muitos negócios podem enfrentar crises semelhantes, levando a um cenário de incertezas no mercado para o próximo ano. O advogado Denis Barroso enfatiza que a recuperação judicial, embora uma alternativa, não é uma solução garantida para os problemas financeiros enfrentados pelas empresas.

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