O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação cautelar contra a Vale, pedindo o bloqueio de R$ 200 milhões e a suspensão da venda dos direitos minerários da Mina de Viga, em Congonhas, Minas Gerais. Este pedido surge após um incidente de transbordamento de água e sedimentos que afetou diretamente cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba, evidenciando riscos ambientais alarmantes.
O transbordamento ocorreu em estruturas conhecidas como sumps, que funcionam como reservatórios para controlar o fluxo de água. De acordo com o MPF, vistorias técnicas indicam que esses tanques não possuíam sistemas de drenagem apropriados para lidar com chuvas intensas, o que resultou em um processo erosivo que danificou áreas adjacentes, incluindo a vegetação local.
Este vazamento na Mina de Viga ocorreu menos de 24 horas após um incidente similar na Mina de Fábrica, também da Vale, que levou o MPF a pedir o bloqueio de R$ 1 bilhão. A repetição de tais eventos levanta questões sobre a governança e a responsabilidade ambiental da empresa, podendo resultar em novas investigações e exigências legais mais rigorosas no futuro.

