Ex-embaixador britânico Peter Mandelson renuncia à Câmara dos Lordes

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Peter Mandelson, ex-embaixador britânico em Washington, deixará seu cargo na Câmara dos Lordes em 4 de fevereiro, após ser vinculado ao financista Jeffrey Epstein em documentos recentes. A decisão, comunicada ao secretário do Parlamento, foi anunciada pelo presidente da Câmara, John McFall, nesta terça-feira. Mandelson também renunciou ao Partido Trabalhista, buscando evitar mais constrangimentos relacionados ao seu nome.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressou a necessidade de ações rápidas em relação aos vínculos de Mandelson com Epstein, que incluem alegações de pagamentos recebidos no início dos anos 2000. Além disso, a Comissão Europeia está investigando possíveis violações de normas de conduta por parte do ex-comissário europeu do Comércio. A situação levanta questões acerca da ética e da transparência em cargos públicos, especialmente diante das sérias acusações que envolvem Epstein.

As implicações da saída de Mandelson podem afetar a percepção pública do Partido Trabalhista e do governo britânico em geral. A pressão por uma legislação que retire seu assento na Câmara dos Lordes indica um movimento em direção a uma maior responsabilização de figuras públicas em casos de conduta questionável. Enquanto a investigação prossegue, o ex-embaixador busca se distanciar das controvérsias que cercam seu nome, afirmando sentir-se arrependido pela situação.

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