O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar, apresentou um requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido será analisado e votado pelos membros da comissão nas próximas semanas, em um contexto onde uma convocação anterior de Lulinha para depor foi rejeitada por 19 votos a 12.
A investigação está centrada em um suposto repasse de R$ 300 mil que teria como destinatário final Lulinha. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que um investigado mencionou a necessidade de pagar esse valor a uma amiga do filho do presidente, levantando suspeitas sobre a origem e o destino do dinheiro. A quebra de sigilos é vista como um passo crucial para determinar se Lulinha realmente se beneficiou de transações financeiras irregulares.
Se aprovado, o requerimento permitirá que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) elabore relatórios abrangendo os dados fiscais de Lulinha entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. Essa ação poderá não apenas esclarecer a situação financeira do filho do presidente, mas também impactar a percepção pública sobre a transparência nas finanças de familiares de autoridades, em um momento de crescente escrutínio sobre a administração atual.

