CBPM contesta venda de operações da Equinox Gold para CMOC na Bahia

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM) questionou a venda das operações brasileiras da Equinox Gold para a multinacional chinesa CMOC, anunciada por US$ 1,015 bilhão. A disputa foi abordada em reunião realizada na sede da CBPM, onde representantes das empresas estiveram presentes. Segundo a estatal, a negociação representa uma quebra de contrato, uma vez que a Equinox Gold opera apenas como arrendatária da área de produção de ouro na Bahia.

Henrique Carballal, presidente da CBPM, enfatizou que o direito minerário pertence ao povo baiano e é administrado pelo governo estadual. Ele destacou que a negociação ocorreu sem a anuência expressa da CBPM, o que é uma condição obrigatória segundo o contrato. A CBPM reafirmou sua intenção de reaver a área de produção e não abrir mão dos direitos do Estado, assegurando que qualquer exploração mineral deve respeitar a legislação vigente.

Além disso, Carballal declarou que a CBPM está comprometida em proteger o patrimônio mineral do Estado e que não permitirá que os direitos do povo baiano sejam desconsiderados. Ele deixou claro que a empresa não irá convalidar a operação em questão e que a defesa da soberania mineral do Estado é uma prioridade. O desdobramento desse caso pode impactar futuras negociações no setor mineral na Bahia.

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