Juros futuros caem com desvalorização do dólar e queda na produção industrial

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Na manhã deste 3 de fevereiro de 2026, os juros futuros no Brasil apresentaram um recuo, alinhando-se à desvalorização do dólar, que estava cotado a R$ 5,23 por volta das 9h15. A queda nas taxas mais curtas sugere um viés de baixa, impulsionado por uma redução maior do que a prevista na produção industrial. Adicionalmente, a ata do Copom reforçou a expectativa de um corte na Selic em março, embora não tenha definido o ritmo dos cortes futuros.

Às 9h21, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu para 13,430%, uma leve redução em relação ao ajuste anterior. As taxas para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 também apresentaram quedas, evidenciando uma tendência geral de alívio nas expectativas de juros futuros. Essa movimentação no mercado financeiro pode ser interpretada como uma resposta às condições econômicas e à política monetária em curso.

O cenário atual levanta questões sobre os impactos potenciais na economia brasileira, especialmente com a combinação de uma produção industrial em declínio e a expectativa de cortes na taxa de juros. O comportamento dos juros futuros pode influenciar a decisão de investimento de empresas e consumidores. Assim, as próximas semanas serão cruciais para observar as reações do mercado e as ações do Copom diante de um cenário econômico em transformação.

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