Na última segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o governo do Reino Unido atualizou informações sobre os agonistas de GLP-1, também conhecidos como “canetas para obesidade”, destacando o risco de pancreatite. Entre 2007 e outubro de 2025, foram relatadas 1.296 notificações da doença, com 24 casos sendo classificados como necrosantes e 19 como fatais. O alerta visa conscientizar os usuários sobre os possíveis efeitos colaterais do uso desses medicamentos.
De acordo com especialistas, como o endocrinologista Carlos Eduardo Couri, o risco de pancreatite já é elevado em pacientes que utilizam esses medicamentos, muitas vezes por apresentarem condições predisponentes como diabetes ou obesidade. Embora as bulas já mencionem esse risco, a atualização do governo britânico busca reforçar a necessidade de monitoramento na saúde dos usuários. A pancreatite pode manifestar-se de forma aguda, crônica ou necrosante, cada uma com suas particularidades e gravidade.
A pancreatite aguda, que pode resultar em hospitalização, é frequentemente desencadeada por fatores como consumo excessivo de álcool e cálculos biliares. O tratamento envolve controle da alimentação e, em casos severos, pode requerer intervenções médicas, incluindo cirurgia. A informação sobre os riscos associados a esses medicamentos é crucial, pois permite que pacientes e médicos mantenham uma vigilância mais rigorosa sobre os sintomas e busquem atendimento médico quando necessário.

