Elon Musk foi convocado a depor em Paris por procuradores que conduzem uma investigação sobre possíveis crimes relacionados à posse de pornografia infantil e à violação dos direitos humanos. A operação, realizada em escritórios da empresa X, resultou na apreensão de materiais que incluem conteúdos enganosos e postagens que negam o Holocausto.
A busca foi liderada por um especialista em crimes cibernéticos em colaboração com a polícia francesa e a Europol. Além de Musk, a ex-CEO da X, Linda Yaccarino, também recebeu uma intimação para explicar a conformidade da plataforma com a legislação local. As investigações estão focadas na geração de conteúdos extremamente falsos e na extração de dados, com a Procuradoria afirmando que as entrevistas ajudarão a esclarecer a posição dos gestores sobre os fatos.
A convocação ocorre na semana de 20 de abril, e a Procuradoria de Paris anunciou que encerrará sua conta no X, optando por se comunicar via LinkedIn e Instagram. A empresa já se manifestou, considerando as alegações politicamente motivadas e negando qualquer irregularidade. O desdobramento deste caso pode impactar a imagem da plataforma e suas operações na Europa.

