Um oficial militar israelense admitiu recentemente que Israel aceita o número de mortes em Gaza, que já ultrapassa 70.000, conforme publicado pelo ministério da saúde local. Esta declaração marca uma mudança significativa após dois anos em que as autoridades israelenses e seus apoiadores desmereceram esses dados, alegando que eram exagerados ou fabricados pelo Hamas. O contexto atual revela uma tentativa de controle de danos por parte de Israel frente à pressão internacional e à crescente indignação sobre a crise humanitária em Gaza.
As reações de representantes do governo e da mídia, que anteriormente desacreditaram o ministério de saúde de Gaza, agora tentam redirecionar o foco para a proporção de civis em relação a militantes entre os mortos. Essa mudança de narrativa pode ser vista como uma estratégia para minimizar a responsabilidade sobre os altos números de vítimas civis. Contudo, muitos críticos argumentam que essa abordagem ignora a gravidade da situação e a necessidade urgente de assistência humanitária na região.
Com a confirmação do número de mortes, a situação em Gaza ganha novas dimensões no debate internacional, levantando questões sobre as ações de Israel e as implicações para a política regional. A pressão sobre as autoridades israelenses deve aumentar, especialmente à medida que as organizações de direitos humanos e a comunidade internacional clamam por esclarecimentos e responsabilização. As discussões sobre a proporcionalidade da resposta militar israelense e o tratamento das populações civis prometem continuar a dominar as conversas políticas nos próximos meses.

