Na noite de segunda-feira, 2, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que seu governo está buscando uma indenização de US$ 1 bilhão da Universidade de Harvard. A reivindicação surge após a universidade não atender às exigências da Casa Branca, que, segundo Trump, ferem a liberdade acadêmica. A disputa entre Harvard e o governo federal se intensificou desde abril, quando a universidade se recusou a acatar uma lista de demandas da administração.
O governo Trump alegou que Harvard e outras instituições estão promovendo uma ‘ideologia woke’ e não estão fazendo o suficiente para proteger os estudantes judeus em meio a manifestações pró-Palestina. Além disso, a administração congelou um repasse de US$ 2 bilhões à universidade, ameaçando cortar o financiamento federal. Críticos afirmam que essa postura representa uma campanha de pressão sobre as universidades e uma violação da liberdade de expressão.
As negociações entre Harvard e a administração Trump já haviam flutuado no passado, com propostas de acordos financeiros em discussão. Harvard, ao não pagar a indenização, poderia evitar sanções, enquanto o governo se propunha a restaurar o financiamento de pesquisa. O desdobramento dessa situação pode ter impactos significativos na relação entre o governo e as instituições educacionais, além de repercussões na liberdade acadêmica nos Estados Unidos.

