No dia 2 de fevereiro de 2026, autoridades de Lagos, a maior cidade da Nigéria, realizaram demolições e queimadas de barracos situados em uma lagoa local. Os moradores da área suspeitam que essas ações tenham como objetivo gentrificar a área do litoral, uma alegação que é prontamente negada por representantes do governo, que afirmam que a operação visa melhorias urbanas e segurança.
As demolições geraram um forte descontentamento entre os residentes, que temem pela perda de suas casas e pela identidade cultural da região. A gentrificação, frequentemente associada à elevação de preços e deslocamento de comunidades locais, se torna um tema central no debate sobre o futuro da habitação em Lagos. As autoridades, por sua vez, sustentam que a revitalização da área é essencial para o desenvolvimento econômico e turístico da cidade.
Esse incidente ressalta a tensão entre o crescimento urbano e os direitos dos cidadãos, levantando importantes questões sobre a política habitacional na Nigéria. À medida que o debate sobre gentrificação e desenvolvimento urbano avança, as vozes dos moradores serão cruciais para moldar o futuro das políticas de habitação e inclusão social na metrópole nigeriana.

