O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta terça-feira (3) a ordem para que o chanceler Abbas Araghchi inicie negociações nucleares ‘equitativas’ com os Estados Unidos. Essa decisão vem após declarações do presidente Donald Trump, que alertou sobre ‘coisas ruins’ caso as partes não cheguem a um acordo. O provável encontro está agendado para 6 de fevereiro na Turquia, com a mediação de países como Egito e Catar.
O contexto atual é marcado por crescentes tensões no Irã, exacerbadas pela repressão a protestos e pela pressão internacional sobre o regime teocrático. As negociações anteriores entre os dois países fracassaram devido à questão do enriquecimento de urânio, com os EUA exigindo sua completa renúncia, algo que Teerã se recusa a aceitar. A situação é ainda mais delicada após a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear de 2015, que regulamentava as atividades nucleares iranianas.
As implicações dessa nova rodada de negociações são significativas, uma vez que podem influenciar não apenas as relações entre o Irã e os EUA, mas também a estabilidade na região do Oriente Médio. A postura do governo iraniano de não aceitar ultimatos e a pressão interna por melhorias nas condições de vida aumentam a complexidade do cenário. O desfecho dessas negociações poderá ter um impacto profundo nas políticas de segurança e diplomáticas em um contexto global cada vez mais conflituoso.

