Em janeiro de 2026, o Brasil registrou um índice de confiança do consumidor de 55,1 pontos, conforme dados da Ipsos, que analisou 30 países. Este resultado representa uma subida de 2 pontos em dezembro e coloca o país acima da média global, que é de 49,9 pontos. O aumento é atribuído a uma melhora significativa no subíndice de emprego, refletindo uma percepção mais otimista sobre as condições do mercado de trabalho.
O Brasil agora ocupa a sexta posição entre os países analisados em termos de confiança do consumidor, avançando da nona posição em dezembro. Este desempenho coloca o Brasil à frente de economias como o México e os Estados Unidos, liderando em confiança do consumidor nas Américas. Segundo Rafael Lindemeyer, da Ipsos, a melhora está ligada a expectativas mais favoráveis para o futuro econômico, embora ainda haja incertezas no cenário global.
As expectativas de confiança do consumidor no início de 2026 indicam um leve otimismo, com um aumento geral de 0,5 ponto na margem. Contudo, a Ipsos alerta que ainda há uma fragilidade no cenário econômico, com menos da metade dos países apresentando índices acima da linha de neutralidade. Lindemeyer ressalta que essa recuperação é gradual, sustentada por sinais positivos no mercado de trabalho, mas ainda distante de uma recuperação robusta.

