Índice de Miséria do Brasil atinge 10% com melhora do emprego e inflação

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

O Índice de Miséria do Brasil, medido com base na metodologia de Arthur Okun, caiu para 10% em dezembro de 2025, segundo o Departamento Econômico do Santander Brasil. Essa redução é atribuída à diminuição das taxas de desemprego e inflação desde 2022. Os economistas do banco projetam que essa tendência de queda deve persistir, alcançando um novo recorde no segundo trimestre de 2026.

Em um estudo divulgado em 2 de fevereiro, os economistas Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca destacam que o índice, que combina a inflação e a desocupação, caiu de cerca de 12% em 2024 e quase 13% em 2023. Além disso, as regiões metropolitanas brasileiras mostram leituras historicamente baixas, indicando uma melhora nas condições para as famílias no cenário pós-pandêmico. O relatório ressalta que, apesar das disparidades regionais, a tendência geral é de queda do índice de miséria.

Os economistas do Santander também preveem que o índice deve recuar para cerca de 9% no segundo trimestre de 2026, antes de uma leve alta até o final do ano. Eles consideram que o Brasil começou 2026 com um contexto macroeconômico favorável, e se a inflação continuar controlada e o mercado de trabalho aquecido, a capacidade de consumo das famílias deverá se manter robusta. Dessa forma, o Índice de Miséria se revela uma ferramenta útil para analisar as condições econômicas que afetam diretamente a vida das famílias brasileiras.

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