Nesta segunda-feira, o governo argentino anunciou o pagamento de mais de US$ 800 milhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), referente aos juros da dívida do país. A transação gerou uma disputa de versões na imprensa, que sugeriu que a administração teria recorrido ao governo dos EUA para acessar Direitos Especiais de Saque (DES) necessários para a operação.
O ministro da Economia, Luís Caputo, defendeu essa ação como uma prática comum e ressaltou que o pagamento se dá em DEGs. Ele negou a intenção de vender títulos em mercados globais, enfatizando que, enquanto existirem alternativas de financiamento com taxas de juros menores, o governo não se sentirá pressionado a buscar novos empréstimos internacionais.
O presidente Javier Milei afirmou que os pagamentos para instituições multilaterais ocorrerão através da liquidação de ativos estatais. Segundo ele, essa estratégia permitirá manter um déficit zero e, no pior cenário, apenas um refinanciamento da dívida seria necessário, reafirmando a busca por fontes de financiamento mais favoráveis.

