Na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial em meio a uma crise financeira, resultante de dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões. A situação se agravou após a tentativa de compra do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central logo após o anúncio do consórcio liderado pelo Fictor. As ações da Fictor Alimentos também sofreram uma queda significativa de 38,60%, refletindo a preocupação do mercado com o futuro do conglomerado.
A recuperação judicial afeta diretamente a Fictor Holding S/A e a Fictor Invest LTDA, mas não implica automaticamente na inclusão de outras empresas do grupo. Especialistas destacam que, apesar da Fictor Alimentos não estar formalmente no processo, sua estrutura e ativos podem ser impactados caso ocorra a consolidação de ativos e passivos. O processo judicial pode permitir a venda de unidades produtivas, o que poderia afetar a operação e controle da Fictor Alimentos, gerando incertezas para seus investidores.
O impacto da recuperação judicial do Grupo Fictor é amplamente discutido por analistas, que apontam fragilidades estruturais expostas pelo caso do Banco Master. Há uma preocupação crescente com a confiança do mercado, uma vez que a Fictor Alimentos pode enfrentar desafios significativos, mesmo estando fora do processo. A transparência na comunicação e a adoção de um plano de contingência eficaz serão cruciais para restaurar a credibilidade junto aos investidores e garantir a sobrevivência do conglomerado no cenário atual.

