No último domingo, 1 de fevereiro de 2026, o Grupo Fictor formalizou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, enfrentando uma crise de liquidez decorrente da liquidação do Banco Master. A recuperação afeta a Fictor Holding S/A e a Fictor Invest LTDA, enquanto a Fictor Alimentos, listada na bolsa, poderá sofrer impactos futuros. Com uma dívida total estimada em R$ 4 bilhões, a empresa tenta reorganizar seus compromissos financeiros para evitar a falência.
A recuperação judicial é um mecanismo que permite à Fictor negociar com credores e reorganizar suas dívidas, garantindo a continuidade das operações e a preservação de mais de 10 mil empregos. A empresa alega que a situação atual é temporária e não houve histórico de atrasos em obrigações financeiras até o momento. Esse cenário levanta questionamentos sobre o valor de ações de empresas em recuperação, que muitas vezes são vistas como oportunidades de investimento arriscadas, mas potencialmente lucrativas.
Entretanto, a situação do Grupo Fictor se insere em um contexto mais amplo de recuperação judicial no Brasil, que registrou um aumento significativo de pedidos nos últimos anos. Investidores devem considerar cuidadosamente os riscos associados a ações de empresas nessa condição, pois a recuperação pode levar tempo e não há garantias de sucesso. O desdobramento desse caso poderá influenciar a percepção do mercado em relação a investimentos em empresas em dificuldades financeiras.

