O Dalai Lama, líder espiritual budista de 90 anos que vive no exílio na Índia, foi premiado com seu primeiro Grammy na categoria de melhor audiolivro em 2 de fevereiro de 2026. O álbum premiado, intitulado ‘Meditations: The Reflections of His Holiness the Dalai Lama’, reflete sua visão sobre a responsabilidade universal compartilhada, uma perspectiva que ele expressou após a vitória. A cerimônia dos Grammys também foi marcada por uma forte presença de sentimentos anti-ICE, com outros artistas como Bad Bunny e Kendrick Lamar se destacando.
A conquista do Dalai Lama, que se junta a uma lista de prêmios que inclui o Nobel da Paz e a Medalha da Liberdade, foi recebida com indignação por parte da China. O governo chinês criticou a premiação, rotulando-a como uma manipulação política que visa desestabilizar a imagem do país. Essa reação evidencia as tensões contínuas entre o exilado líder budista e o governo chinês, que considera o Dalai Lama uma figura separatista.
As implicações deste prêmio são significativas, não apenas para o Dalai Lama, mas também para a relação entre a China e a comunidade internacional. A vitória pode ser vista como um reforço do status do Dalai Lama como um símbolo de paz e responsabilidade global, contrastando com a posição da China. À medida que o conflito político se intensifica, a recepção internacional a essa premiação pode influenciar futuros diálogos sobre direitos humanos e liberdade religiosa na região.

